Ser feliz, buscar a felicidade. Esse é o maior impulsionador do homem. Todos os dias quando acordamos, estudamos, trabalhamos e andamos pra frente, temos por objetivo alcançar esse estado. Como se a partir do momento em que possuímos esse bem, tudo fosse diferente, tudo fosse bom e eterno. Segundo o dicionário Aurélio, a felicidade é definida como um estado de perfeita satisfação íntima, um contentamento, uma grande alegria ou euforia. Mas qual o tempo dessa satisfação? Ela pode ser obtida infinitamente? Ou deve ser experimentada todos os dias?
Como se busca a felicidade é a grande questão que deve ser proposta. Muitas pessoas acham que a felicidade está atrelada ao dinheiro, e a partir daí traçam seu caminho calcado nos valores capitalistas em que o principal verbo é o ter: ter o carro do ano, o apartamento, aquela calça nova da marca x, aquela jóia, aquele relógio, etc. E aí se incorre num grande erro, pois ser feliz, ilusoriamente passa a ser associado a possuir coisas, e para possuí-las deve-se ter o quê? Muito dinheiro. Acontece que a maioria não o têm, criando assim um descontentamento com a vida.
Há quem busque a felicidade no amor. Encontrar a cara metade, compartilhar e ver a vida “a dois” pode nos trazer essa sensação de modo mais fácil e nos fazer acreditar que pronto, conquistamos essa gota de orvalho tão delicada. Mas essa gota pode cair como uma lágrima, quando percebermos que não se pode “jogar” a responsabilidade de ser feliz nas mãos de outra pessoa. Isso é perigoso e pode causar desapontamentos.
Mas e então, qual a forma correta de ter a tal felicidade? Acredito que não se pode falar de uma fórmula que deva ser seguida, mas que devemos exercitar esse sentimento todos os dias, e ele está dentro de todos nós, não é uma coisa que está por vir, e depende exclusivamente de cada um, não adianta se eximir dessa responsabilidade, colocando nas mãos de coisas ou de outros. Temos o compromisso de sermos felizes agora, aqui, nesse momento e sem desculpas ou ilusões.






